Olá estudante,
como havia comentado com voces existem diversas propostas de divisão de estados no Brasil, porém algumas estão com a possibilidade bastante remota de entrar em vigor. O link abaixo mostra de maneira dinâmica como era o Brasil e como pode ser. Lembrando que tudo é política e que estas divisões estão nesta regra.
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/estados-brasil/
Fundado no ano de 2004 no centro do Rio de Janeiro, por ex-alunos(as) de pré-comunitário. Seus estudantes tem obtido bons resultados nos vestibulares públicos e particulares do Rio de Janeiro.
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Capitalismo e Espaço geográfico
Num primeiro momento da História da humanidade, a natureza determinava a sobrevivência e a mobilidade do homem sobre a Terra. O desenvolvimento técnico e a construção de instrumentos de trabalho tornaram possíveis a transformação da natureza e a produção dos elementos vitais ao ser humano, abolindo a necessidade dos freqüentes deslocamentos. Na medida em que tornaram as comunidades sedentárias surgiram as noções de propriedade da terra. A partir de então, o progresso técnico tornou-se cada vez mais freqüente. O uso da metalurgia e da cerâmica constituiu outro passo decisivo para o desenvolvimento das comunidades. O comércio foi outra importante atividade humana que contribuiu para o aprofundar as transformações espaciais.
Capitalismo e renascimento comercial
A partir dos séculos XV e XVI, a expansão da rede comercial incorporou e provocou o desenvolvimento tecnológico. As invenções da caravela, da bússola e do astrolábio criaram novas possibilidades de navegação a longa distância. Foi o momento da transição do feudalismo para o capitalismo. O feudalismo apoiava-se numa relação social definida pela dependência entre senhores e vassalos, no trabalho servil, numa economia rural que tendia à auto-suficiência e num sistema político descentralizado. No capitalismo, as empresas especializam-se na produção de um determinado produto, possibilitando o intercâmbio de diferentes mercadorias. O Capitalismo comercial inaugurou, assim, o comércio em larga escala e intercontinental, integrando América, África, Europa e Ásia. O uso da pólvora foi fundamental para a submissão dos povos que compulsoriamente se viram integrados à nova ordem econômica européia. O Mercantilismo, doutrina econômica e política do capitalismo comercial, criou as bases de uma nova geografia européia e mundial. Fortaleceu a unificação territorial a partir de um governo centralizado, dando origem aos Estados Nacionais europeus. Ao mesmo tempo em que se desenvolvia o comércio em larga escala, ocorria o desenvolvimento da manufatura, em substituição às corporações de ofício remanescentes do período feudal
A revolução industrial
A mais profunda transformação espacial ocorreu com a introdução da indústria moderna na Inglaterra, que marcou o início do Capitalismo industrial. Tudo isso modificou as relações sociais e territoriais, difundiu cultura e técnica, aprofundou a competição entre os povos, concentrou a população no espaço urbano e provocou o crescimento cada vez maior das cidades. Com a invenção da máquina a vapor, em 1769, a produção industrial teve grande impulso. Nas fábricas, os trabalhadores eram obrigados a trabalhar no ritmo definido pelas máquinas. Outra parte da mão-de-obra disponível foi requisitada para o trabalho nas mina de carvão. Ao mesmo tempo, estabeleceu a divisão internacional do trabalho entre os países industriais e as regiões fornecedoras de produtos agrícolas e minerais. Do ponto de vista geográfico, intensificaram-se cada vez mais as relações entre territórios distantes, assim como intensificou-se o fenômeno da urbanização.
Revolução industrial e urbanização
O capitalismo comercial já havia modificado a estrutura e o papel das cidades e o modo de vida urbano. Na cidade desenvolveram-se a produção artesanal e a manufatureira. Com o capitalismo industrial, a população urbana passou a crescer mais do que a rural. A revolução industrial provocou ainda uma revolução agrícola, com a produção de instrumentos para o trabalho na terra e com a modificação do sistema de propriedade e de organização de trabalho no campo. O trabalho agrário, cada vez mias especializado e menos de subsistência, obrigou o agricultor a complementar as suas necessidades, comprando outros produtos no mercado urbano. A dinamização da economia e a intensificação dos intercâmbios comerciais exigiram a ampliação das vias de comunicação que, ao convergirem para as cidades, estimularam ainda mais o seu crescimento. Um novo meio de transporte revolucionou os meios de comunicação: o ferroviário. Isso possibilitou o aparecimento de novas regiões industriais na Europa, e cada vez mais novos produtos foram colocados no mercado. Essa fase caracteriza o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial. Enquanto a indústria inglesa mantinha, em grande parte, os equipamentos e maquinários tradicionais, os novos países que industrializavam na Europa ( como Alemanha ) e em outras regiões do mundo (como os Estados Unidos e o Japão) incorporavam as novas tecnologias e instalavam suas indústrias em consonância com as novas infra-estruturas de transporte e energia, tornando-se, neste sentido, mais competitivos.
O capitalismo monopolista
Nesta Segunda fase da revolução Industrial, o desenvolvimento da industrialização em outros países e a aplicação de novas tecnologias à produção e ao transporte modificaram profundamente a orientação liberal. Boa parte das indústrias passou a contar com a participação do capital bancário ou financeiro. No final do século XIX, a fusão entre o capital industria e o financeiro, e mesmo a fusão entre indústrias, levou ao aparecimento de empresas gigantescas, com alto nível de tecnologia. A concorrência, que levava a uma diminuição das taxas de lucro, foi driblada pela instituição do monopólio e de acordos econômicos entre empresas do mesmo ramo. O capital monopolista criou os truste, associações de várias empresas que controlam todas as etapas da produção de uma mercadoria, desde a extração da matéria-prima. Criou também os cartéis, acordos entre empresas, que estabelecem os preços de seus produtos, o volume de suas produções e dividem o mercado consumidor entre si.
Imperialismo e disputas geográficas
Na segunda metade do século XIX, nos países industrializados, a ampliação da capacidade de produção havia atingido o limite de consumo de seus mercados tradicionais. A continuidade do processo dependia da conquista de novos consumidores e de novas fontes de matérias-primas. Pouca regiões do mundo ficaram imunes ao assédio das potências, determinadas a assegurar e alargar as suas áreas de influência, imprescindíveis ao abastecimento de suas indústrias com matérias-primas e ampliação do mercado de consumo de seus produtos. O mais vasto império colonial foi constituído pela Inglaterra. O Japão conquistou a Coréia, ocupou a Manchúria e Formosa. Os Estados Unidos, por intermédio da Doutrina Monroe, cujo princípio resumia-se no slogan "A América para os americanos", sinalizaram a área prioritária de sua expansão: todo o continente americano. A França, importante potência européia, conquistou Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia, Senegal e outros países africanos. A África foi o continente mais marcado pela ocupação imperialista. Seu território foi dividido entre as nações européias, sem que respeitassem os espaços comunitários e as diferenças culturais. Além da resistência interna à ocupação, muitos dos territórios ocupados por um país eram disputados por outros, originando uma situação de permanente tensão internacional durante a fase imperialista. De fato, o acirramento da disputas interimperialistas condicionou a deflagração das duas maiores guerras ocorridas em toda a história da humanidade: a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, e a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
A Primeira Guerra Mundial
O aprofundamento das rivalidades entre os países imperialistas levou as nações a criarem um forte sistema de alianças. Em 1882, Itália, Alemanha e Áustria-Hungria formaram a Tríplice Aliança e, em 1907, Reino Unido, França e Rússia estabeleceram a Tríplice Entente. Os territórios ocupados pelo Império Otomano passaram a ser uma nova frente de disputa imperialista, entre o expansionismo do Império Austro-húngaro e o nacionalismo da Sérvia, que contava com o apoio da Rússia. O assassinato de Francisco Ferdinando foi interpretado pelo império Austro-húngaro como uma agressão sérvia e foi o fato decisivo para o estopim da Primeira Guerra Mundial. A Primeira Guerra causou profundas transformações no mundo no início do século XX. Os países europeus, que tiveram suas plantações arrasadas e sua industrialização interrompida, passaram a depender basicamente dos EUA para se abastecer e se organizar economicamente. Os EUA declararam guerra à Alemanha em 1917.Em julho de 1918, as tropas da Rança, da Inglaterra e dos Estados Unidos realizaram uma investida decisiva, obrigando à capitulação da Áustria, da Bulgária e da Turquia. A guerra para a Alemanha só terminaria meses depois, com a abdicação do kaiser alemão e com a rendição incondicional desse país. O Tratado de Versalhes impôs à Alemanha uma situação arrasadora, pois, além das indenizações de guerra que minguaram por mais de uma década sua economia, esse país teve que renunciar a todas as suas colônias e ceder a sétima parte do seu território a outros países da Europa. As fronteiras definidas pelos tratados pós-guerra eram instáveis. Os conflitos entre as diversas nacionalidades que compartilhavam o mesmo espaço nacional geraram uma instabilidade permanente, com graves conseqüências para a geopolítica do mundo atual.
Socialismo- transformações históricas e espaciais
A Revolução Russa rompeu em parte com as relações entre a sociedade e o espaço que caracterizaram o capitalismo até aquele momento. Modificou o regime de propriedade, as formas de produção e comercialização de mercadorias e redefiniu novas relações de poder. A instauração do sistema socialista na Rússia socialista constituiu a primeira grande ruptura e ameaça à supremacia do capital internacional. A transição entre os dois sistemas econômicos durou aproximadamente uma década. A partir de 1928, foi lançada a base que seria a principal característica do sistema socialista: a planificação da economia. Todo o sistema de produção e de organização do espaço geográfico passou a ser definido pelo planejamento do Estado. Houve a estatização dos meios de produção e das cooperativas agrícolas. A planificação industrial privilegiou a indústria de base. O objetivo era eliminar, ou diminuir ao máximo, a dependência de importação d equipamentos e matérias-primas industriais. Quando a indústria soviética atingiu um elevado grau de produção, capaz de alimentar outros setores industriais, especialmente o de bens de consumo, a aproximação da Segunda Guerra, assim como a pretensão soviética de expandir sua influência mundial, obrigaram a URSS a privilegiar os investimentos em pesquisa e produção armamentista. Mesmo após a guerra, essa política não sofreu alteração.
Taylorismo e fordismo – o processo de produção americano
No início do século XX, surgiram nos EUA duas importantes revoluções no processo produtivo, com a adoção de dois métodos de organização de trabalho: o taylorismo e o fordismo. O objetivo do taylorismo era atingir a máxima eficiência no processo produtivo com maior economia de tempo. O Taylorismo consistia na sistematização e padronização do trabalho, por meio de uma definição precisa do modo como cada uma das etapas da produção deveria ser realizada e do tempo que deveria ser dispendido em cada uma delas.
Henry Ford criou o processo de fabricação por meio da linha de montagem. O fordismo levou ao extremo a especialização do trabalho. Cada operário passou a executar uma ou duas operações sem sair de seu setor. Esse método também foi estendido e generalizado aos outros setores de produção. O fordismo e o taylorismo adaptaram o trabalho humano ao da máquina, transformando-o em uma engrenagem a mais e complementar à linha de montagem. A permanência do operário na fábrica foi substituída pela rotatividade freqüente. O modelo de produção implantado por Henry Ford foi fundamental à instalação de unidades de produção em outras regiões do mundo, onde a fabricação de mercadorias baseada na montagem em etapas não exigia, em princípio, qualificação de boa parte da mão-de-obra. O aumento da produtividade com a racionalização do trabalho, advinda do taylorismo e do fordismo, mostrou-se surpreendente, indo de encontro às necessidades das empresas capitalistas de aumentarem também os seu lucros.
A grande crise mundial
Ao mesmo tempo em que algumas empresasse associaram para alargar a sua capacidade de produção e competitividade, várias instituições financeiras começaram a participar diretamente da atividade industrial, através da formação das Sociedades por ações. Com o capitalismo financeiro, houve o início da fusão entre o capital industrial e o capital bancário. O correu uma extrema concentração de capital num número menor de empresas. É por essa razão que a fase do capitalismo financeiro é também chamada de fase do capitalismo monopolista. No início do século XX, a Bolsa de Nova York era o principal centro de investimento internacional. O volume de negócios realizados diariamente dava a impressão de que nada mais poderia deter o ritmo desenfreado do desenvolvimento capitalista. Mas o capital investido na produção não foi acompanhado pelo crescimento do mercado de consumo. Esse descompasso entre a superprodução desordenada e a ausência de consumidores com capacidade para absorvê-la ocasionou a grande crise 1929.
NEW DEAL
O período subseqüente à crise de 1929, conhecido como a depressão dos anos 30, obrigou os países a repensarem suas políticas econômicas. O New Deal, como ficou conhecido o programa implantado por Roosevelt. Estado não deveria limitar-se a regular as questões de ordem socioeconômica e política. Ele devia ser um planejador que dava as diretrizes, fixava as metas, estimulava este ou aquele setor da economia, de acordo com a conjuntura que se esboçava a cada momento. O modelo de Estado planejador implantado pelos EUA foi seguido por outros países europeus que, no final da década de 30, já haviam retomado o desenvolvimento. Mas em 1939 eclodiu a Segunda Guerra Mundial, que envolveu os países mais ricos da Europa, arrasando a economia desse continente.
Segunda Guerra Mundial
Já no final da Primeira guerra Mundial, as condições objetiva para a deflagração de uma nova guerra haviam sido criadas. A implantação do socialismo e sua consolidação Na URSS, os acordos de Paz, a crise de 1929, e a intensificação do nacionalismo- condição básica ao desenvolvimento dos partidos nazista e facista- criaram uma instabilidade permanente no continente europeu. Hitler contestou a ordem mundial definida pela Primeira guerra e formou com a Itália e o Japão uma nova aliança militar, conhecida como EIXO. Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e em 1939, quando a o exército alemão invadiu a Polônia, os Aliados declararam guerra à Alemanha As forças do Eixo tiveram significativo avanço nos dois primeiros anos de guerra. No final de 1941, os Estados unidos e a URSS entraram na guerra ao lado das tropas aliadas. Em maio de 1945, quando o exército soviético ocupou Berlim, a Alemanha se rendeu incondicionalmente. Terminada a Guerra, os países europeus estavam falidos, as suas cidades, destruídas e a produção industrial e agrícola, totalmente desorganizada.
Capitalismo e renascimento comercial
A partir dos séculos XV e XVI, a expansão da rede comercial incorporou e provocou o desenvolvimento tecnológico. As invenções da caravela, da bússola e do astrolábio criaram novas possibilidades de navegação a longa distância. Foi o momento da transição do feudalismo para o capitalismo. O feudalismo apoiava-se numa relação social definida pela dependência entre senhores e vassalos, no trabalho servil, numa economia rural que tendia à auto-suficiência e num sistema político descentralizado. No capitalismo, as empresas especializam-se na produção de um determinado produto, possibilitando o intercâmbio de diferentes mercadorias. O Capitalismo comercial inaugurou, assim, o comércio em larga escala e intercontinental, integrando América, África, Europa e Ásia. O uso da pólvora foi fundamental para a submissão dos povos que compulsoriamente se viram integrados à nova ordem econômica européia. O Mercantilismo, doutrina econômica e política do capitalismo comercial, criou as bases de uma nova geografia européia e mundial. Fortaleceu a unificação territorial a partir de um governo centralizado, dando origem aos Estados Nacionais europeus. Ao mesmo tempo em que se desenvolvia o comércio em larga escala, ocorria o desenvolvimento da manufatura, em substituição às corporações de ofício remanescentes do período feudal
A revolução industrial
A mais profunda transformação espacial ocorreu com a introdução da indústria moderna na Inglaterra, que marcou o início do Capitalismo industrial. Tudo isso modificou as relações sociais e territoriais, difundiu cultura e técnica, aprofundou a competição entre os povos, concentrou a população no espaço urbano e provocou o crescimento cada vez maior das cidades. Com a invenção da máquina a vapor, em 1769, a produção industrial teve grande impulso. Nas fábricas, os trabalhadores eram obrigados a trabalhar no ritmo definido pelas máquinas. Outra parte da mão-de-obra disponível foi requisitada para o trabalho nas mina de carvão. Ao mesmo tempo, estabeleceu a divisão internacional do trabalho entre os países industriais e as regiões fornecedoras de produtos agrícolas e minerais. Do ponto de vista geográfico, intensificaram-se cada vez mais as relações entre territórios distantes, assim como intensificou-se o fenômeno da urbanização.
Revolução industrial e urbanização
O capitalismo comercial já havia modificado a estrutura e o papel das cidades e o modo de vida urbano. Na cidade desenvolveram-se a produção artesanal e a manufatureira. Com o capitalismo industrial, a população urbana passou a crescer mais do que a rural. A revolução industrial provocou ainda uma revolução agrícola, com a produção de instrumentos para o trabalho na terra e com a modificação do sistema de propriedade e de organização de trabalho no campo. O trabalho agrário, cada vez mias especializado e menos de subsistência, obrigou o agricultor a complementar as suas necessidades, comprando outros produtos no mercado urbano. A dinamização da economia e a intensificação dos intercâmbios comerciais exigiram a ampliação das vias de comunicação que, ao convergirem para as cidades, estimularam ainda mais o seu crescimento. Um novo meio de transporte revolucionou os meios de comunicação: o ferroviário. Isso possibilitou o aparecimento de novas regiões industriais na Europa, e cada vez mais novos produtos foram colocados no mercado. Essa fase caracteriza o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial. Enquanto a indústria inglesa mantinha, em grande parte, os equipamentos e maquinários tradicionais, os novos países que industrializavam na Europa ( como Alemanha ) e em outras regiões do mundo (como os Estados Unidos e o Japão) incorporavam as novas tecnologias e instalavam suas indústrias em consonância com as novas infra-estruturas de transporte e energia, tornando-se, neste sentido, mais competitivos.
O capitalismo monopolista
Nesta Segunda fase da revolução Industrial, o desenvolvimento da industrialização em outros países e a aplicação de novas tecnologias à produção e ao transporte modificaram profundamente a orientação liberal. Boa parte das indústrias passou a contar com a participação do capital bancário ou financeiro. No final do século XIX, a fusão entre o capital industria e o financeiro, e mesmo a fusão entre indústrias, levou ao aparecimento de empresas gigantescas, com alto nível de tecnologia. A concorrência, que levava a uma diminuição das taxas de lucro, foi driblada pela instituição do monopólio e de acordos econômicos entre empresas do mesmo ramo. O capital monopolista criou os truste, associações de várias empresas que controlam todas as etapas da produção de uma mercadoria, desde a extração da matéria-prima. Criou também os cartéis, acordos entre empresas, que estabelecem os preços de seus produtos, o volume de suas produções e dividem o mercado consumidor entre si.
Imperialismo e disputas geográficas
Na segunda metade do século XIX, nos países industrializados, a ampliação da capacidade de produção havia atingido o limite de consumo de seus mercados tradicionais. A continuidade do processo dependia da conquista de novos consumidores e de novas fontes de matérias-primas. Pouca regiões do mundo ficaram imunes ao assédio das potências, determinadas a assegurar e alargar as suas áreas de influência, imprescindíveis ao abastecimento de suas indústrias com matérias-primas e ampliação do mercado de consumo de seus produtos. O mais vasto império colonial foi constituído pela Inglaterra. O Japão conquistou a Coréia, ocupou a Manchúria e Formosa. Os Estados Unidos, por intermédio da Doutrina Monroe, cujo princípio resumia-se no slogan "A América para os americanos", sinalizaram a área prioritária de sua expansão: todo o continente americano. A França, importante potência européia, conquistou Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia, Senegal e outros países africanos. A África foi o continente mais marcado pela ocupação imperialista. Seu território foi dividido entre as nações européias, sem que respeitassem os espaços comunitários e as diferenças culturais. Além da resistência interna à ocupação, muitos dos territórios ocupados por um país eram disputados por outros, originando uma situação de permanente tensão internacional durante a fase imperialista. De fato, o acirramento da disputas interimperialistas condicionou a deflagração das duas maiores guerras ocorridas em toda a história da humanidade: a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, e a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
A Primeira Guerra Mundial
O aprofundamento das rivalidades entre os países imperialistas levou as nações a criarem um forte sistema de alianças. Em 1882, Itália, Alemanha e Áustria-Hungria formaram a Tríplice Aliança e, em 1907, Reino Unido, França e Rússia estabeleceram a Tríplice Entente. Os territórios ocupados pelo Império Otomano passaram a ser uma nova frente de disputa imperialista, entre o expansionismo do Império Austro-húngaro e o nacionalismo da Sérvia, que contava com o apoio da Rússia. O assassinato de Francisco Ferdinando foi interpretado pelo império Austro-húngaro como uma agressão sérvia e foi o fato decisivo para o estopim da Primeira Guerra Mundial. A Primeira Guerra causou profundas transformações no mundo no início do século XX. Os países europeus, que tiveram suas plantações arrasadas e sua industrialização interrompida, passaram a depender basicamente dos EUA para se abastecer e se organizar economicamente. Os EUA declararam guerra à Alemanha em 1917.Em julho de 1918, as tropas da Rança, da Inglaterra e dos Estados Unidos realizaram uma investida decisiva, obrigando à capitulação da Áustria, da Bulgária e da Turquia. A guerra para a Alemanha só terminaria meses depois, com a abdicação do kaiser alemão e com a rendição incondicional desse país. O Tratado de Versalhes impôs à Alemanha uma situação arrasadora, pois, além das indenizações de guerra que minguaram por mais de uma década sua economia, esse país teve que renunciar a todas as suas colônias e ceder a sétima parte do seu território a outros países da Europa. As fronteiras definidas pelos tratados pós-guerra eram instáveis. Os conflitos entre as diversas nacionalidades que compartilhavam o mesmo espaço nacional geraram uma instabilidade permanente, com graves conseqüências para a geopolítica do mundo atual.
Socialismo- transformações históricas e espaciais
A Revolução Russa rompeu em parte com as relações entre a sociedade e o espaço que caracterizaram o capitalismo até aquele momento. Modificou o regime de propriedade, as formas de produção e comercialização de mercadorias e redefiniu novas relações de poder. A instauração do sistema socialista na Rússia socialista constituiu a primeira grande ruptura e ameaça à supremacia do capital internacional. A transição entre os dois sistemas econômicos durou aproximadamente uma década. A partir de 1928, foi lançada a base que seria a principal característica do sistema socialista: a planificação da economia. Todo o sistema de produção e de organização do espaço geográfico passou a ser definido pelo planejamento do Estado. Houve a estatização dos meios de produção e das cooperativas agrícolas. A planificação industrial privilegiou a indústria de base. O objetivo era eliminar, ou diminuir ao máximo, a dependência de importação d equipamentos e matérias-primas industriais. Quando a indústria soviética atingiu um elevado grau de produção, capaz de alimentar outros setores industriais, especialmente o de bens de consumo, a aproximação da Segunda Guerra, assim como a pretensão soviética de expandir sua influência mundial, obrigaram a URSS a privilegiar os investimentos em pesquisa e produção armamentista. Mesmo após a guerra, essa política não sofreu alteração.
Taylorismo e fordismo – o processo de produção americano
No início do século XX, surgiram nos EUA duas importantes revoluções no processo produtivo, com a adoção de dois métodos de organização de trabalho: o taylorismo e o fordismo. O objetivo do taylorismo era atingir a máxima eficiência no processo produtivo com maior economia de tempo. O Taylorismo consistia na sistematização e padronização do trabalho, por meio de uma definição precisa do modo como cada uma das etapas da produção deveria ser realizada e do tempo que deveria ser dispendido em cada uma delas.
Henry Ford criou o processo de fabricação por meio da linha de montagem. O fordismo levou ao extremo a especialização do trabalho. Cada operário passou a executar uma ou duas operações sem sair de seu setor. Esse método também foi estendido e generalizado aos outros setores de produção. O fordismo e o taylorismo adaptaram o trabalho humano ao da máquina, transformando-o em uma engrenagem a mais e complementar à linha de montagem. A permanência do operário na fábrica foi substituída pela rotatividade freqüente. O modelo de produção implantado por Henry Ford foi fundamental à instalação de unidades de produção em outras regiões do mundo, onde a fabricação de mercadorias baseada na montagem em etapas não exigia, em princípio, qualificação de boa parte da mão-de-obra. O aumento da produtividade com a racionalização do trabalho, advinda do taylorismo e do fordismo, mostrou-se surpreendente, indo de encontro às necessidades das empresas capitalistas de aumentarem também os seu lucros.
A grande crise mundial
Ao mesmo tempo em que algumas empresasse associaram para alargar a sua capacidade de produção e competitividade, várias instituições financeiras começaram a participar diretamente da atividade industrial, através da formação das Sociedades por ações. Com o capitalismo financeiro, houve o início da fusão entre o capital industrial e o capital bancário. O correu uma extrema concentração de capital num número menor de empresas. É por essa razão que a fase do capitalismo financeiro é também chamada de fase do capitalismo monopolista. No início do século XX, a Bolsa de Nova York era o principal centro de investimento internacional. O volume de negócios realizados diariamente dava a impressão de que nada mais poderia deter o ritmo desenfreado do desenvolvimento capitalista. Mas o capital investido na produção não foi acompanhado pelo crescimento do mercado de consumo. Esse descompasso entre a superprodução desordenada e a ausência de consumidores com capacidade para absorvê-la ocasionou a grande crise 1929.
NEW DEAL
O período subseqüente à crise de 1929, conhecido como a depressão dos anos 30, obrigou os países a repensarem suas políticas econômicas. O New Deal, como ficou conhecido o programa implantado por Roosevelt. Estado não deveria limitar-se a regular as questões de ordem socioeconômica e política. Ele devia ser um planejador que dava as diretrizes, fixava as metas, estimulava este ou aquele setor da economia, de acordo com a conjuntura que se esboçava a cada momento. O modelo de Estado planejador implantado pelos EUA foi seguido por outros países europeus que, no final da década de 30, já haviam retomado o desenvolvimento. Mas em 1939 eclodiu a Segunda Guerra Mundial, que envolveu os países mais ricos da Europa, arrasando a economia desse continente.
Segunda Guerra Mundial
Já no final da Primeira guerra Mundial, as condições objetiva para a deflagração de uma nova guerra haviam sido criadas. A implantação do socialismo e sua consolidação Na URSS, os acordos de Paz, a crise de 1929, e a intensificação do nacionalismo- condição básica ao desenvolvimento dos partidos nazista e facista- criaram uma instabilidade permanente no continente europeu. Hitler contestou a ordem mundial definida pela Primeira guerra e formou com a Itália e o Japão uma nova aliança militar, conhecida como EIXO. Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e em 1939, quando a o exército alemão invadiu a Polônia, os Aliados declararam guerra à Alemanha As forças do Eixo tiveram significativo avanço nos dois primeiros anos de guerra. No final de 1941, os Estados unidos e a URSS entraram na guerra ao lado das tropas aliadas. Em maio de 1945, quando o exército soviético ocupou Berlim, a Alemanha se rendeu incondicionalmente. Terminada a Guerra, os países europeus estavam falidos, as suas cidades, destruídas e a produção industrial e agrícola, totalmente desorganizada.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
BRIC_Geografia
Olá estudantes,
na última aula conversamos sobre a China e comentei rapidamente sobre o BRIC. Com isto, a Yndiara indicou um texto sobre o Brasil dentro deste "bloco". Segue o texto abaixo!
Internacionalização do Brasil é a maior entre os Brics
Apesar da forte expansão da China nos últimos anos, o Brasil lidera o ranking de economia mais internacionalizada entre os países do Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China). Até o ano passado, o estoque de investimento estrangeiro direto (IDE), que inclui tudo que entrou no País ao longo do tempo, somava 25% do Produto Interno Bruto (PIB) - acima dos números de Rússia (21%), Índia (13%) e China (10%).
Os dados constam de levantamento feito pelo economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). "Os números mostram que o Brasil tem uma base instalada maior que a dos nossos concorrentes. Mais de 400 das 500 maiores empresas transnacionais operam no País", destaca Lacerda. "Seguindo essa linha, deveríamos ter uma inserção internacional mais qualificada, já que essas empresas exportam e controlam 2/3 do comércio internacional."
Na opinião de especialistas, no entanto, a posição atual no ranking de internacionalização pode se alterar rapidamente. Nos últimos anos, o volume de investimento estrangeiro no Brasil tem sido quase três vezes menor que o verificado na China, principal destino dos investidores entre os Brics. No ano passado, por exemplo, os chineses receberam US$ 95 bilhões e o Brasil, US$ 26 bilhões, segundo o estudo.
"Nossa internacionalização ocorreu quando tínhamos uma taxa de câmbio civilizada. Hoje ficou caro investir no Brasil por causa do dólar", afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele comenta que boa parte dos recursos que ingressam no País destina-se a setores ligados a commodities, comércio e logística. "Para a indústria de manufatura, vem pouca coisa ou quase nada."
Fonte: Estadão
Att,
Prof.Gustavo Azevedo.
na última aula conversamos sobre a China e comentei rapidamente sobre o BRIC. Com isto, a Yndiara indicou um texto sobre o Brasil dentro deste "bloco". Segue o texto abaixo!
Internacionalização do Brasil é a maior entre os Brics
Apesar da forte expansão da China nos últimos anos, o Brasil lidera o ranking de economia mais internacionalizada entre os países do Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China). Até o ano passado, o estoque de investimento estrangeiro direto (IDE), que inclui tudo que entrou no País ao longo do tempo, somava 25% do Produto Interno Bruto (PIB) - acima dos números de Rússia (21%), Índia (13%) e China (10%).
Os dados constam de levantamento feito pelo economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). "Os números mostram que o Brasil tem uma base instalada maior que a dos nossos concorrentes. Mais de 400 das 500 maiores empresas transnacionais operam no País", destaca Lacerda. "Seguindo essa linha, deveríamos ter uma inserção internacional mais qualificada, já que essas empresas exportam e controlam 2/3 do comércio internacional."
Na opinião de especialistas, no entanto, a posição atual no ranking de internacionalização pode se alterar rapidamente. Nos últimos anos, o volume de investimento estrangeiro no Brasil tem sido quase três vezes menor que o verificado na China, principal destino dos investidores entre os Brics. No ano passado, por exemplo, os chineses receberam US$ 95 bilhões e o Brasil, US$ 26 bilhões, segundo o estudo.
"Nossa internacionalização ocorreu quando tínhamos uma taxa de câmbio civilizada. Hoje ficou caro investir no Brasil por causa do dólar", afirma o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele comenta que boa parte dos recursos que ingressam no País destina-se a setores ligados a commodities, comércio e logística. "Para a indústria de manufatura, vem pouca coisa ou quase nada."
Fonte: Estadão
Att,
Prof.Gustavo Azevedo.
domingo, 29 de agosto de 2010
Simulado de Geografia
domingo, 20 de junho de 2010
Sinulado ENEM_ 16/06
Boa tarde estudantes,
primeiramente, obrigado por fazerem as provas que passei ontem. Na próxima aula de Geografia devolverei as provas e comentarei alguns pontos selecionados. Com isto, segue o gabarito e a prova (em pdf).
Gabarito:
01 – A
02 – A
03 – B
04 – A
05 – D
06 – E
07 – C
08 – B
09 – A
10 – D
Baixar a prova: AQUI
Ábia Maria - 3
Aline Ferreira - 5
Ana Cristina - 5
Andressa Santos - 5
Antônio Pereira - 7
Carlos Afonso - 6
Carlos Henrique - 5
Caroline Cruz - 6
Diego de Jesus - 3
Eduardo Vicente - 4
Glaucia Pereira - 4
Ingrid Oliveira - 4
Jéssica Silva - 4
Micheli Santos - 3
Monique Pereira - 3
Patrícia Cardoso- 3
Rodrigo Carvalho- 7
Steffani Freitas- 5
Vera Castilho - 5
Verônica Barbosa- 5
Yndiara Costa - 5
primeiramente, obrigado por fazerem as provas que passei ontem. Na próxima aula de Geografia devolverei as provas e comentarei alguns pontos selecionados. Com isto, segue o gabarito e a prova (em pdf).
Gabarito:
01 – A
02 – A
03 – B
04 – A
05 – D
06 – E
07 – C
08 – B
09 – A
10 – D
Baixar a prova: AQUI
Ábia Maria - 3
Aline Ferreira - 5
Ana Cristina - 5
Andressa Santos - 5
Antônio Pereira - 7
Carlos Afonso - 6
Carlos Henrique - 5
Caroline Cruz - 6
Diego de Jesus - 3
Eduardo Vicente - 4
Glaucia Pereira - 4
Ingrid Oliveira - 4
Jéssica Silva - 4
Micheli Santos - 3
Monique Pereira - 3
Patrícia Cardoso- 3
Rodrigo Carvalho- 7
Steffani Freitas- 5
Vera Castilho - 5
Verônica Barbosa- 5
Yndiara Costa - 5
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Gabarito das Questões de Clima_Geografia
Para imprimir este gabarito: AQUI!
1) Os elementos climáticos são aqueles que fazem parte do clima, os seus componentes, enquanto que os fatores são os que irão influenciar nos elementos, e conseqüentemente no clima.
Exemplos – temperatura, pressão atmosférica e umidade; latutide, altitude, relevo, vegetação, continentalidade, correntes marítimas e massas de ar.
2) O tempo designa um momento pontual das condições atmosféricas do clima de um determinado local, ou seja, tem um caráter momentâneo e pode mudar a qualquer momento em uma mudança de tempo. Já clima se refere a sucessões de tempos de um local, através de seus estudos, por pelo menos 30 anos, assim podendo ser definido o clima de um local.
3) A altitude consegue interferir na temperatura através da concentração de ar. Como o ar consegue reter calor, e em locais de maior altitude o ar é rarefeito, nestes locais, a temperatura será menor, comparada com locais de baixa altitude.
4) Continentalidade/maritimidade. Este fenômeno ocorre porque este fator, conhecido pela proximidade com o continente ou com o mar, influencia na quantidade de umidade de um local, alterando também, a sua temperatura. É conhecido que em locais que sofrem o efeito da maritimidade possuem menor amplitude térmica pela capacidade da água em reter calor, com isso, além da presença da água aumentando a umidade, a temperatura será regulada pela água. Em locais rodeados por terra, a temperatura é mais elevada e bastante seca (pouca umidade).
4) A Noruega é conhecida como um país com baixíssimas temperaturas durante todo o ano, por estar localizado na Zona Climática Temperada. Porém, a presença elevada de peixes em sua costa se deve a influência das correntes marítimas que por ali passam. Por ser uma região fria, suas águas também o são, favorecendo a presença de peixes pela grande oferta de matéria orgânica, que serve de alimento para os peixes. E com a passagem da corrente quente do Golfo, ao se atingir o litoral norueguês, e encontrar com águas tão frias, aumentando a oferta de peixes.
6) A formação dos desertos está ligada à ação das correntes marítimas frias no litoral dos desertos. A maior parte dos desertos estão localizados próximos a correntes frias. Isto se deve a influência destas correntes na passagem de massas de ar frio para o continente. O que ocorre é que, as correntes, ao se encontrarem com massas de ar fria e úmida (que poderiam levar as chuvas para as regiões desérticas), causam chuvas nos oceanos e fazem com que essas massas percam sua força e característica até chegarem ao continente. Com isto, as massas que seriam responsáveis pelas chuvas nestes locais desertos são impedidas pelas correntes frias e chegam ao continente já secas, potencializando as regiões de desertos.
7) A região está localizada logo abaixo do Trópico de Capricórnio, o que a coloca na zona temperada, com temperaturas mais amenas que o restante do país, ou seja, sua latitude influencia no clima. Além disso, esta região também sofre influência das massas de ar frias vindas da região polar, o que ocasionada nas temperaturas mais baixas no inverno.
8) A região Amazônica, está localizada numa zona muito próxima a Linha do Equador, o que faz com que sua temperatura seja bastante elevada. O principal efeito da temperatura local, aliado a enorme biodiversidade local (contribui para o clima através da evapotranspiração das plantas) é a incidência de chuvas praticamente diárias na região. Esse processo é cíclico, pois pela sua localização, a Amazônia tem muito calor, possui muitas plantas que irão fazer a evapotranspiração, lançando muita umidade na atmosfera, causando chuvas na região. Estas chuvas contribuem para a renovação da biodiversidade e a biodiversidade contribui para as chuvas.
9) Explique as características e as causas da ocorrência do clima subtropical no Brasil.
As características do clima subtropical no Brasil são: Temperatura média anual baixa, entre 16°C e 20°C; Amplitude térmica relativamente acentuada; Chuvas regularmente distribuídas nas quatro estações; Índices pluviométricos entre 1000 - 1500 mm / anuais; existência desse clima no sul do país está ligada à posição geográfica (região situada abaixo do Trópico de Capricórnio) e à maior penetração da massa de ar Polar Atlântica (mPa).
Professora Caroline Pires
1) Os elementos climáticos são aqueles que fazem parte do clima, os seus componentes, enquanto que os fatores são os que irão influenciar nos elementos, e conseqüentemente no clima.
Exemplos – temperatura, pressão atmosférica e umidade; latutide, altitude, relevo, vegetação, continentalidade, correntes marítimas e massas de ar.
2) O tempo designa um momento pontual das condições atmosféricas do clima de um determinado local, ou seja, tem um caráter momentâneo e pode mudar a qualquer momento em uma mudança de tempo. Já clima se refere a sucessões de tempos de um local, através de seus estudos, por pelo menos 30 anos, assim podendo ser definido o clima de um local.
3) A altitude consegue interferir na temperatura através da concentração de ar. Como o ar consegue reter calor, e em locais de maior altitude o ar é rarefeito, nestes locais, a temperatura será menor, comparada com locais de baixa altitude.
4) Continentalidade/maritimidade. Este fenômeno ocorre porque este fator, conhecido pela proximidade com o continente ou com o mar, influencia na quantidade de umidade de um local, alterando também, a sua temperatura. É conhecido que em locais que sofrem o efeito da maritimidade possuem menor amplitude térmica pela capacidade da água em reter calor, com isso, além da presença da água aumentando a umidade, a temperatura será regulada pela água. Em locais rodeados por terra, a temperatura é mais elevada e bastante seca (pouca umidade).
4) A Noruega é conhecida como um país com baixíssimas temperaturas durante todo o ano, por estar localizado na Zona Climática Temperada. Porém, a presença elevada de peixes em sua costa se deve a influência das correntes marítimas que por ali passam. Por ser uma região fria, suas águas também o são, favorecendo a presença de peixes pela grande oferta de matéria orgânica, que serve de alimento para os peixes. E com a passagem da corrente quente do Golfo, ao se atingir o litoral norueguês, e encontrar com águas tão frias, aumentando a oferta de peixes.
6) A formação dos desertos está ligada à ação das correntes marítimas frias no litoral dos desertos. A maior parte dos desertos estão localizados próximos a correntes frias. Isto se deve a influência destas correntes na passagem de massas de ar frio para o continente. O que ocorre é que, as correntes, ao se encontrarem com massas de ar fria e úmida (que poderiam levar as chuvas para as regiões desérticas), causam chuvas nos oceanos e fazem com que essas massas percam sua força e característica até chegarem ao continente. Com isto, as massas que seriam responsáveis pelas chuvas nestes locais desertos são impedidas pelas correntes frias e chegam ao continente já secas, potencializando as regiões de desertos.
7) A região está localizada logo abaixo do Trópico de Capricórnio, o que a coloca na zona temperada, com temperaturas mais amenas que o restante do país, ou seja, sua latitude influencia no clima. Além disso, esta região também sofre influência das massas de ar frias vindas da região polar, o que ocasionada nas temperaturas mais baixas no inverno.
8) A região Amazônica, está localizada numa zona muito próxima a Linha do Equador, o que faz com que sua temperatura seja bastante elevada. O principal efeito da temperatura local, aliado a enorme biodiversidade local (contribui para o clima através da evapotranspiração das plantas) é a incidência de chuvas praticamente diárias na região. Esse processo é cíclico, pois pela sua localização, a Amazônia tem muito calor, possui muitas plantas que irão fazer a evapotranspiração, lançando muita umidade na atmosfera, causando chuvas na região. Estas chuvas contribuem para a renovação da biodiversidade e a biodiversidade contribui para as chuvas.
9) Explique as características e as causas da ocorrência do clima subtropical no Brasil.
As características do clima subtropical no Brasil são: Temperatura média anual baixa, entre 16°C e 20°C; Amplitude térmica relativamente acentuada; Chuvas regularmente distribuídas nas quatro estações; Índices pluviométricos entre 1000 - 1500 mm / anuais; existência desse clima no sul do país está ligada à posição geográfica (região situada abaixo do Trópico de Capricórnio) e à maior penetração da massa de ar Polar Atlântica (mPa).
Professora Caroline Pires
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Indústrialização Brasileira_Geografia
Olá estudantes,
a próxima aula será sobre Industrialização Brasileira quem tem acompanhado as aulas entenderá que para fecharmos este bloco sobre indústria só falta explicar como todo o processo no mundo industrial refletiu no Brasil!
Qual foi o século que começou a industrialização no Brasil?
Os capitais para investir na indústria migraram de onde?
Por que as indústrias se concentraram no sudeste?
Qual foi o primeiro presidente a dar importância à indústria no Brasil e por que?
O que diferencia a primeira iniciativa industrial no Brasil para a segunda com JK?
O período da Ditadura Militar frente a industrialização brasileira, como foi?
A década de 1990...
Seria utópico(sonhador) de pensar que alguem copiaria estas perguntas e levaria para aula neste sábado? Como sempre acredito nos homens e nas mulheres...
Link: Industrialização Brasileira
Até sábado!
Att,
Gustavo Ferreira
a próxima aula será sobre Industrialização Brasileira quem tem acompanhado as aulas entenderá que para fecharmos este bloco sobre indústria só falta explicar como todo o processo no mundo industrial refletiu no Brasil!
Qual foi o século que começou a industrialização no Brasil?
Os capitais para investir na indústria migraram de onde?
Por que as indústrias se concentraram no sudeste?
Qual foi o primeiro presidente a dar importância à indústria no Brasil e por que?
O que diferencia a primeira iniciativa industrial no Brasil para a segunda com JK?
O período da Ditadura Militar frente a industrialização brasileira, como foi?
A década de 1990...
Seria utópico(sonhador) de pensar que alguem copiaria estas perguntas e levaria para aula neste sábado? Como sempre acredito nos homens e nas mulheres...
Link: Industrialização Brasileira
Até sábado!
Att,
Gustavo Ferreira
sábado, 17 de abril de 2010
Exercícios e Gabarito das questões de Industrialização_Geografia
Olá alunas(os), estudamos I e II Revolução Industrial e estamos caminhando para estudar a terceira Revolução Industrial. Dentro de cada processo de industrialização aconteceu um modo de produção diferente (Fordismo & Taylorismo e Toyotismo & Just-in-Time). Fordismo e Taylorismo ja vimos nas aulas sobre II Revolução Industrial. Agora caminharemos para a TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ou também chamada de REVOLUÇÃO TÉCNICA-CIENTÍFICA_INFORMACIONAL. Aconselho que voces procurem no Google sobre este processo industrial!
Antes do gabarito, responda qual destas imagens representam o fordismo e o toyotysno:



Responda no comentário:
____________________________________________________________________
Segue o Gabarito para baixar e digitado.
Para baixar: AQUI!
Digitado:
1) UFRJ (2007)
Entre os fatores que propiciaram os investimentos externos no setor de serviços tecnológicos na Índia estão: abertura ao capital estrangeiro; política de privatização; qualificação e baixos salários de uma parcela da população; uso da língua inglesa por grande parte dos indianos; crescimento de uma parcela do mercado interno.
2) UERJ (2007)
Uma dentre as mudanças e sua respectiva relação:
• crescimento da produção e do consumo de produtos de alta tecnologia – alto valor desses produtos em relação ao seu pequeno volume
• expansão do comércio eletrônico – compra de mercadorias a distância facilitada pelo comércio via Internet
• fragmentação da produção industrial – crescimento das práticas de terceirização
• sistema Just-in-Time – necessidade de precisão e confiabilidade na entrega de componentes terceirizados
3) UERJ (2009)
Dois dos fatores:
• baixo custo da mão-de-obra do Nordeste
• incentivos fiscais concedidos pelos estados nordestinos
• menor nível de sindicalização dos operários do Nordeste
• dificuldade de concorrência com a produção chinesa, de custos muito reduzidos
• dificuldade de concorrência com países de mão-de-obra muito barata, devido ao baixo valor agregado do setor
Duas das conseqüências:
• redução da emigração
• aumento do PIB regional
• elevação das exportações
• aumento da migração de retorno
• aumento do mercado consumidor
• redução relativa do índice regional de desemprego
4) UFRJ (2010)
Entre as regras associadas ao modelo das maquiladoras temos:
i) isenção de taxas alfandegárias de importação sobre componentes industriais;
ii) isenção de impostos sobre a exportação dos produtos finais;
iii) isenção de impostos sobre a produção industrial;
iv) a flexibilização de leis trabalhistas.
Antes do gabarito, responda qual destas imagens representam o fordismo e o toyotysno:



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Digitado:
1) UFRJ (2007)
Entre os fatores que propiciaram os investimentos externos no setor de serviços tecnológicos na Índia estão: abertura ao capital estrangeiro; política de privatização; qualificação e baixos salários de uma parcela da população; uso da língua inglesa por grande parte dos indianos; crescimento de uma parcela do mercado interno.
2) UERJ (2007)
Uma dentre as mudanças e sua respectiva relação:
• crescimento da produção e do consumo de produtos de alta tecnologia – alto valor desses produtos em relação ao seu pequeno volume
• expansão do comércio eletrônico – compra de mercadorias a distância facilitada pelo comércio via Internet
• fragmentação da produção industrial – crescimento das práticas de terceirização
• sistema Just-in-Time – necessidade de precisão e confiabilidade na entrega de componentes terceirizados
3) UERJ (2009)
Dois dos fatores:
• baixo custo da mão-de-obra do Nordeste
• incentivos fiscais concedidos pelos estados nordestinos
• menor nível de sindicalização dos operários do Nordeste
• dificuldade de concorrência com a produção chinesa, de custos muito reduzidos
• dificuldade de concorrência com países de mão-de-obra muito barata, devido ao baixo valor agregado do setor
Duas das conseqüências:
• redução da emigração
• aumento do PIB regional
• elevação das exportações
• aumento da migração de retorno
• aumento do mercado consumidor
• redução relativa do índice regional de desemprego
4) UFRJ (2010)
Entre as regras associadas ao modelo das maquiladoras temos:
i) isenção de taxas alfandegárias de importação sobre componentes industriais;
ii) isenção de impostos sobre a exportação dos produtos finais;
iii) isenção de impostos sobre a produção industrial;
iv) a flexibilização de leis trabalhistas.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Geografia_Fatores e elementos do clima
Na última aula de Geografia, dada pela professora Caroline, a matéria foi sobre Clima. Nesta aula, foram explicados os fatores do clima, ou seja, aspectos naturais que irão influenciar no clima de determinada região do mundo. Abaixo estão as figuras que a Caroline ficou devendo dos fatores climáticos, Correntes marítimas do mundo e massas de ar que atuam no território brasileiro. Nesta mesma aula não foi possível terminar a matéria, ficando para próxima aula a explicação sobre elementos do clima.
Clique na imagem para ampliar e visualizar melhor!!!

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terça-feira, 30 de março de 2010
Geografia_Relevo e seus agentes
Na penúltima aula de Geografia com a professora Caroline (6 de março) foi dada a matéria sobre Relevo: agentes formadores e transformadores. Estes agentes são responsáveis pelas feições do relevo, através da ocorrência de fenômenos naturais, porém com a atuação do homem na natureza, os processos responsáveis pela transformação do relevo estão cada vez mais intensos e devastadores. Abaixo segue o gabarito dos exercícios contidos na folha dada em aula.
Para impressão: Agentes do Relevo
Gabarito
1)De acordo com a teoria das Placas Tectônicas, como o supercontinente Pangea foi separado?
Através da Teoria das Placas Tectônicas, verificou-se que a Terra é formada por, basicamente 3 camadas: núcleo, manto e litosfera. A litosfera, mais superficial, é formada por diversas placas, as chamadas placas tectônicas, que se movimentam horizontalmente, cada uma com a sua direção. Essa movimentação fez com que o Pangea fosse se separando ao longo dos anos até originar os continentes atuais. Vale lembrar que esta movimentação é constante, e por isso, ainda hoje os continentes continuam se movendo.
2)A vegetação é um elemento da natureza que protege o solo e evita a erosão. Explique esta afirmação e dê exemplos de atividades humanas que alteram o relevo.
Através da presença da vegetação, o solo fica mais protegido contra as ações dos agentes externos do relevo, como a chuva, por exemplo. Isto se deve a maior capacidade de infiltração da água em solos com vegetação, evitando o escoamento superficial da chuva, responsável pela erosão dos solos.
3)Cite e explique um exemplo da atuação da água no relevo terrestre.
Algumas atuações da água no relevo:
ação dos rios – pode causar erosão e/ou sedimentação das margens, dependendo da declividade dos rios ;
ação da chuva – causa erosão do solo, enchentes etc., pode dar origem a voçorocas;
ação do gelo – origina vales, ao carregar parte do solo, com a movimentação/derretimento do gelo;
ação dos mares – forma praias, restingas e erosão em áreas litorâneas.
terça-feira, 2 de março de 2010
Geografia_Industrialização Mundial_Aula do dia 27/02
Olá turma, aqui (o blog) será nosso espaço para debates e apresentação das aulas. Utilize o blog lendo e através dos comentários sobre as aulas. Tragam dúvidas!!!
No início deste texto tem um link para baixar o arquivo em pdf, caso queira imprimir.
Última Aula:
Na nossa primeira aula, tratamos a respeito da industrialização no mundo que iniciou com a primeira Revolução Industrial na Inglaterra. Parece História, mas não é. Nosso objetivo é apresentar como as indústrias se estruturaram no espaço e como estão estruturadas hoje. Para isto, é fundamental sabermos quais critérios as indústrias utilizaram para se instalarem (os chamados fatores atrativos ou locacionais) e quais foram as relações de trabalho que modificaram com a industrialização, lembrando que existia o artesanato e a manufatura. Isto não quer dizer que estas formas de trabalho acabaram, mas perderam importância em relação ao avanço da industrialização.
Link para baixar e imprimir: Revolução Industrial_27/02
Revolução Industrial
O sistema capitalista, enquanto forma específica de se ordenar as relações no campo sócio-econômico, ganhou suas feições mais claras quando – durante o século XVI – as práticas mercantis se fixaram no mundo europeu. Dotadas de colônias espalhadas pelo mundo, principalmente em solo americano, essas nações acumulavam riquezas com a prática do comércio.
Na especificidade de seu contexto, observaremos que a história britânica contou com uma série de experiências que fez dela o primeiro dos países a transformar as feições do capitalismo mercantilista. Entre tais transformações históricas podemos destacar o vanguardismo de suas políticas liberais, o incentivo ao desenvolvimento da economia burguesa e um conjunto de inovações tecnológicas que colocaram a Inglaterra à frente do processo hoje conhecido como Revolução Industrial.
Com a Revolução Industrial, a qualidade das relações de trabalho no ambiente manufatureiro se transformou sensivelmente. Antes, os artesãos se agrupavam no ambiente da corporação de oficio para produzirem os produtos manufaturados. Todos os artesãos dominavam integralmente as etapas do processo de produção de um determinado produto. Dessa forma, o trabalhador era ciente do valor, do tempo gasto e da habilidade requerida na fabricação de certo produto. Ou seja, ele sabia qual o valor do bem por ele produzido.
As inovações tecnológicas oferecidas, principalmente a partir do século XVIII, proporcionaram maior velocidade ao processo de transformações da matéria-prima. Novas máquinas automatizadas, geralmente movidas pela tecnologia do motor a vapor, foram responsáveis por esse tipo de melhoria. No entanto, além de acelerar processos e reduzir custos, as máquinas também transformaram as relações de trabalho no meio fabril. Os trabalhadores passaram por um processo de especialização de sua mão-de-obra, assim só tinham responsabilidade e domínio sob uma única parte do processo industrial.
Dessa maneira, o trabalhador não tinha mais ciência do valor da riqueza por ele produzida. Ele passou a receber um salário pelo qual era pago para exercer uma determinada função que, nem sempre, correspondia ao valor daquilo que ele era capaz de produzir. Esse tipo de mudança também só foi possível porque a própria formação de uma classe burguesa – munida de um grande acúmulo de capitais – começou a controlar os meios de produção da economia.
O acesso às matérias primas, a compra de maquinário e a disponibilidade de terras representavam algumas modalidades desse controle da burguesia industrial sob os meios de produção. Essas condições favoráveis à burguesia também provocou a deflagração de contradições entre eles e os trabalhadores. As más condições de trabalho, os baixos salários e carência de outros recursos incentivaram o aparecimento das primeiras greves e revoltas operárias que, mais tarde, deram origem aos movimentos sindicais.
Com o passar do tempo, as formas de atuação do capitalismo industrial ganhou outras feições. Na segunda metade do século XIX, a eletricidade, o transporte ferroviário, o telégrafo e o motor a combustão deram início à chamada Segunda Revolução Industrial. A partir daí, os avanços capitalistas ampliaram significativamente o seu raio de ação. Nesse mesmo período, nações asiáticas e africanas se inseriram nesse processo com a deflagração do imperialismo (ou neocolonialismo), capitaneado pelas maiores nações industriais da época.
Durante o século XX, outras novidades trouxeram diferentes aspectos ao capitalismo. O industriário Henry Ford e o engenheiro Frederick Winslow Taylor incentivaram a criação de métodos onde o tempo gasto e a eficiência do processo produtivo fossem cada vez mais aperfeiçoados. Nos últimos anos, alguns estudiosos afirmam que vivemos a Terceira Revolução Industrial. Nela, a rápida integração dos mercados, a informática, a microeletrônica e a tecnologia nuclear seriam suas principais conquistas.
A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas. Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida. Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza. Dessa forma, não podemos fixar o modo de vida urbano e integrado à demanda do mundo industrial como uma maneira, um traço imutável da nossa vida quotidiana.
No início deste texto tem um link para baixar o arquivo em pdf, caso queira imprimir.
Última Aula:
Na nossa primeira aula, tratamos a respeito da industrialização no mundo que iniciou com a primeira Revolução Industrial na Inglaterra. Parece História, mas não é. Nosso objetivo é apresentar como as indústrias se estruturaram no espaço e como estão estruturadas hoje. Para isto, é fundamental sabermos quais critérios as indústrias utilizaram para se instalarem (os chamados fatores atrativos ou locacionais) e quais foram as relações de trabalho que modificaram com a industrialização, lembrando que existia o artesanato e a manufatura. Isto não quer dizer que estas formas de trabalho acabaram, mas perderam importância em relação ao avanço da industrialização.
Link para baixar e imprimir: Revolução Industrial_27/02
Revolução Industrial
O sistema capitalista, enquanto forma específica de se ordenar as relações no campo sócio-econômico, ganhou suas feições mais claras quando – durante o século XVI – as práticas mercantis se fixaram no mundo europeu. Dotadas de colônias espalhadas pelo mundo, principalmente em solo americano, essas nações acumulavam riquezas com a prática do comércio.
Na especificidade de seu contexto, observaremos que a história britânica contou com uma série de experiências que fez dela o primeiro dos países a transformar as feições do capitalismo mercantilista. Entre tais transformações históricas podemos destacar o vanguardismo de suas políticas liberais, o incentivo ao desenvolvimento da economia burguesa e um conjunto de inovações tecnológicas que colocaram a Inglaterra à frente do processo hoje conhecido como Revolução Industrial.
Com a Revolução Industrial, a qualidade das relações de trabalho no ambiente manufatureiro se transformou sensivelmente. Antes, os artesãos se agrupavam no ambiente da corporação de oficio para produzirem os produtos manufaturados. Todos os artesãos dominavam integralmente as etapas do processo de produção de um determinado produto. Dessa forma, o trabalhador era ciente do valor, do tempo gasto e da habilidade requerida na fabricação de certo produto. Ou seja, ele sabia qual o valor do bem por ele produzido.
As inovações tecnológicas oferecidas, principalmente a partir do século XVIII, proporcionaram maior velocidade ao processo de transformações da matéria-prima. Novas máquinas automatizadas, geralmente movidas pela tecnologia do motor a vapor, foram responsáveis por esse tipo de melhoria. No entanto, além de acelerar processos e reduzir custos, as máquinas também transformaram as relações de trabalho no meio fabril. Os trabalhadores passaram por um processo de especialização de sua mão-de-obra, assim só tinham responsabilidade e domínio sob uma única parte do processo industrial.
Dessa maneira, o trabalhador não tinha mais ciência do valor da riqueza por ele produzida. Ele passou a receber um salário pelo qual era pago para exercer uma determinada função que, nem sempre, correspondia ao valor daquilo que ele era capaz de produzir. Esse tipo de mudança também só foi possível porque a própria formação de uma classe burguesa – munida de um grande acúmulo de capitais – começou a controlar os meios de produção da economia.
O acesso às matérias primas, a compra de maquinário e a disponibilidade de terras representavam algumas modalidades desse controle da burguesia industrial sob os meios de produção. Essas condições favoráveis à burguesia também provocou a deflagração de contradições entre eles e os trabalhadores. As más condições de trabalho, os baixos salários e carência de outros recursos incentivaram o aparecimento das primeiras greves e revoltas operárias que, mais tarde, deram origem aos movimentos sindicais.
Com o passar do tempo, as formas de atuação do capitalismo industrial ganhou outras feições. Na segunda metade do século XIX, a eletricidade, o transporte ferroviário, o telégrafo e o motor a combustão deram início à chamada Segunda Revolução Industrial. A partir daí, os avanços capitalistas ampliaram significativamente o seu raio de ação. Nesse mesmo período, nações asiáticas e africanas se inseriram nesse processo com a deflagração do imperialismo (ou neocolonialismo), capitaneado pelas maiores nações industriais da época.
Durante o século XX, outras novidades trouxeram diferentes aspectos ao capitalismo. O industriário Henry Ford e o engenheiro Frederick Winslow Taylor incentivaram a criação de métodos onde o tempo gasto e a eficiência do processo produtivo fossem cada vez mais aperfeiçoados. Nos últimos anos, alguns estudiosos afirmam que vivemos a Terceira Revolução Industrial. Nela, a rápida integração dos mercados, a informática, a microeletrônica e a tecnologia nuclear seriam suas principais conquistas.
A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas. Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida. Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza. Dessa forma, não podemos fixar o modo de vida urbano e integrado à demanda do mundo industrial como uma maneira, um traço imutável da nossa vida quotidiana.
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